Browse By

A COR DA LITERATURA BRASILEIRA

 

Literatura  (Texto extraído do jornal Opinião e Notícia, www.opiniaoenoticia.com.br)
O mundo se rende a Machado de Assis
 15/09/2008
 
O New York Times destaca que Machado de Assis, cuja morte completará cem anos no dia 29 deste mês, nos últimos anos vem ganhando notoriedade nos países de língua inglesa, sendo apresentado por críticos e por muitos escritores aclamados como "um gênio injustamente negligenciado".

Susan Sontag considerava Machado "o maior escritor que a América Latina já produziu", superando até mesmo Jorge Luis Borges. O crítico Harold Bloom foi ainda mais longe. Em seu livro "Gênio", de 2002, ele diz que Machado é "o maior artista literário negro até hoje".

Não faltam comparações com Flaubert, Henry James, Beckett e Kafka. Um evento chamado "Machado 21: Uma Celebração do Centenário", acontece neste semana em Nova Iorque, desta segunda até a próxima sexta-feira. A vida e o trabalho do autor brasileiro serão discutidos em seminários e mesas redondas. Haverá ainda a exibição de filmes baseados em sua obra e a apresentação de músicas baseadas em alguns de seus poemas.


Comentário de Edvaldo Tavares sobre a matéria a cima
 
 
A COR DA LITERATURA BRASILEIRA
 
 
 "Do negro vem a glória, não só da tinta, também das letras impressas por cá ainda não inteiramente conhecidas, genuinamente nacional, nascidas da inteligência do escritor mestiço capaz.
 
Por tão longe tiveram de passar para reconhecimento merecer e sentimentos inferiores daqui aplacar. De Machado de Assis, a pujança literária do Brasil para o mundo honrou a cor, miscigenada, que enaltece a inteligência e o povo que pouco em si acredita.
 
Como romancista, poeta, teatrólogo, contista e habilidoso tradutor, muito mais que os brasileiros, do outro lado do mundo situados no além-mar, mais que Jorge Luis Borges, com respeito os estrangeiros estão a consagrar o nosso Machado de Assis, como “o maior artista literário negro até hoje”.
 
Por que a vergonha de aqui ter nascido, se a galeria com Flaubert, Henry James, Beckett e Kafka ficou mais enriquecida? Quem envergonha são os que dizem ter vergonha de brasileiro ser e em querer ir embora, e cobrarem reconhecimento imerecido. Deveriam partir quanto antes, o Brasil não precisa deles, pois, tem Machado de Assis que nunca teve vergonha daqui, da cor e que Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba, entre tantas outras obras deixou para aqueles que o amam e para os que o querem conhecer e com elas se deleitar."
 
(*) Cabe um esclarecimento sobre o texto acima de minha autoria que enaltece à glória Machado de Assis. O meu texto foi publicado, comentário, no jornal online "Opinião e Notícia".

Autor:Dr. Edvaldo Tavares 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 + 1 =